Cinco vereadores faltaram e desafiam a Justiça
Embora já prevista, ninguém imaginava que a manobra utilizada pelos vereadores do PDT e DEM na sessão desta terça-feira (8), fosse colocada em prática para não votar os pareceres contrários do Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes às contas municipais de 2002, 2006 e 2007, nas gestões do ex-prefeito Ciro Roza. Cinco deles não compareceram à reunião, fazendo com que a votação não acontecesse, contrariando determinação da Justiça.
Faltaram à sessão - para não votar os pareceres - os vereadores Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT), Eduardo Hoffmann (PDT), Vilmar Bunn (PDT), Jonas Oscar Paegle (DEM) e Jones Bósio (DEM). Nenhuma justificativa oficial foi apresentada por eles à mesa diretora sobre a ausência.
A sessão começou com alguns minutos de atraso. Aguardava-se justamente a presença dos vereadores. Estavam e estiveram em plenário durante toda a reunião apenas Ademir Bras de Souza (PMDB), Edson Rubem Müller (PP), Valmir Ludvig (PT), Alessandro Simas (PR) e Celso Emydio (DEM), presidente da Câmara.
Novamente os espaços na plateia ficaram lotados de pessoas que foram ao Legislativo acompanhar a reunião.
Mesmo com a ausência dos cinco vereadores, o presidente Celso Emydio colocou em discussão os três pareceres do TCE, as defesas apresentadas pelo ex-prefeito e os pareceres das comissões da Câmara. Como se esperava, os de 2002 e 2006, que tiveram como relatores Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) e Eduardo Hoffmann (PDT), opinaram pela aprovação das contas, contrariando o TCE.
Já o referente a 2007, de Alessandro Simas (PR), apontou em favor do Tribunal, pela rejeição das contas de Ciro Roza.
Todos os processos seguiram a tramitação que deveriam caso fossem votados, com a leitura, passo-a-passo, até a verificação de quorum - saber se havia presença suficiente de vereadores para ser votado. Situação que, aos poucos, já no segundo processo, foi esvaziando a plateia. Depois de mais de duas horas, o presidente da Câmara encerrou a sessão.
Celso Emydio da Silva disse que cumpriu a determinação judicial, mas que não poderia fazer nada diante da ausência dos cinco vereadores. Da mesma forma, afirmou não ter recebido nenhum comunicado anterior à sessão de que eles iriam faltar. "Não é de minha competência obrigá-los a comparecer em plenário. Então, tocamos a sessão e como não havia quorum regimental não pudemos votar", falou ele ao término da reunião.
Durante a reunião, o vereador Edson Rubem Muller solicitou a presidência colocasse em votação um requerimento para que se convocasse uma sessão extraordinária já na quinta-feira (10), com o objetivo de que se votasse os pareceres. Celso Emydio orientou que o pedido fosse encaminhado à mesa diretora para análise após a sessão.



